06 de Fevereiro de 2012

Voz do polo
Enviado por Paulo Victor Magalhães 29/8/2010 18:03:16

Rio debate sustentabilidade

A discussão e a prática da Responsabilidade Sócio-Ambiental vêm ganhando força no dia-a-dia da indústria e, por isso mesmo, terá mais exposição na Rio Oil & Gas, conferência que acontece entre os dias 13 e 16 de setembro, no Riocentro, na Barra. Entre os painéis programados está o “Gás Natural no Brasil”, que tratará do impacto da nova Lei do Gás, que regulamenta o transporte, a estocagem, o processamento e a comercialização do gás natural no país, além da influência do desenvolvimento da produção das novas reservas do pré-sal.

A grande novidade no mercado mundial de gás natural é o shale gas, extraído de reservatórios cuja exploração só recentemente a tecnologia vem conseguindo tornar econômica. As perspectivas para o produto, que atrai a atenção de toda a indústria, também serão debatidas no encontro.

Este ano, pela primeira vez, haverá uma palestra sobre o compromisso da liderança com a sustentabilidade na indústria. Para a coordenadora do bloco de Responsabilidade Social, Márcia Cauduro, essa é uma conquista em relação às conferências passadas.

“As ações das indústrias que praticam sustentabilidade rendem hoje, em média, 30% a mais que as ações de empresas que não praticam. E as companhias estão de olho nisso. A forma de ganhar dinheiro mudou”, avalia Márcia.

Além de ser o principal personagem na produção e comercialização do etanol, o Brasil é o segundo maior produtor de biodiesel do mundo, atrás apenas da Alemanha. De acordo com o coordenador do bloco de Biocombustíveis da Rio Oil & Gas, João Norberto Noschang, o caminho dos biocombustíveis é irreversível.

“A sociedade não vai mais aceitar o transporte individual e, em um futuro próximo, os combustíveis fósseis serão usados apenas para causas mais nobres”, prevê Noschang.

Para João Norberto, a motivação dos outros países, inclusive desenvolvidos, é a mesma que a do Brasil, já que todos são cobrados para apresentar resultados na redução das emissões de gases poluentes.

“O Brasil não fica atrás de outros países em relação ao desenvolvimento tecnológico em biocombustíveis, mas ainda há muito a ser feito. Existe muita tecnologia aparecendo e grande necessidade de amadurecimento, de melhoria de eficácia, e desafios de matéria-prima. O futuro dos biocombustíveis depende do que for feito agora e do que for desenvolvido de tecnologia. Isso se aplica ao Brasil e aos outros países”, afirma.





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