10 de Fevereiro de 2012
Representantes do Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste), Universidade Federal Fluminense (UFF), Petrobras, Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Itaboraí, Ricardo Guimarães, se reuniram, na última terça-feira, para discutirem a necessidade e importância da criação do Plano Diretor da Região. Durante o encontro, em Itaboraí, foram esclarecidas as diretrizes de análise para a conclusão do plano.
A reinvindicação da produção do estudo foi feita pela Petrobras ao Conleste, que pediu à UFF a revisão dos planos diretores de cada um dos 11 municípios que integram o consórcio, tendo como base referencial as diretrizes do Ministério da Cidade. O relatório será apresentado aos prefeitos no dia 28 e cada um terá a opção de acatar as sugestões, ou não.
Guimarães afirmou que as análises de impacto com a chegada do Comperj devem ser feitas o quanto antes.
“Estou muito preocupado com tudo que tem acontecido e com o rápido crescimento de Itaboraí. Esse estudo da UFF tem que ser apresentado o quanto antes, já que o nosso corpo técnico está reestruturando o Plano Diretor do município”, ressaltou o secretário.
Além da importância de reforçar a infraestrutura de cada município, um dos pontos destacados pelo secretário foi a necessidade se criar rotas de fuga em Itaboraí. “Se alguma coisa acontecer e a Avenida 22 de Maio tiver que ser fechada, não sei o que vai ser. Não temos rotas de fuga. A Petrobras, como uma das principais beneficiadas deste projeto, deve assumir sua parcela de responsabilidade e apresentar alguma contrapartida”, reivindicou.
Durante a 13ª Marcha Nacional em Defesa dos Municípios, reralizada em Brasília, entre os dias 18 e 20, o presidente do Conleste e prefeito de Tanguá, Carlos Pereira (PP), disse que os gestores solicitaram verbas para os projetos da região. “Nos reunimos com o ministro Alexandre Padilha para discutir o Plano Diretor Regional, que considerou a demanda de todas as cidades em transporte, mobilidade urbana, água, segurança integrada e habitação”, explicou.
Dentro de um prazo de 45 dias, será realizado um seminário, em Niterói, com a participação de todas as entidades envolvidas no desenvolvimento do Comperj para que o projeto final seja apresentado.
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