10 de Fevereiro de 2012
Durante o Open Business Petróleo, Gás e Indústria Naval do Leste Fluminense, realizado no último dia 12 na Universidade Salgado de Oliveira (Universo), em Niterói, que discutiu as perspectivas da área de petróleo e gás, um dos pontos debatidos foi o projeto de inclusão de micros e pequenas empresas na cadeia de serviços e infraestrutura do setor, preparando os empreendimetos para participar de forma competitiva da cadeia de petróleo e gás.
Uma das participantes, a gestora do projeto de Petróleo, Naval, Offshore e Petroquímico do Leste Fluminense do Sebrae, Juliana Ventura, afirmou que uma das metas é aumentar o número de empresas na cadeia de serviços. Em 2006, foi criada a RedePetro Leste Fluminense, para fomentar ações de capacitação e preparar micro e pequenas empresas para participarem de forma competitiva da cadeia de petróleo e gás.
“Nossa meta é aumentar o número de participantes neste mercado cobiçado por empresas de outros estados e do exterior que já estão se instalando na região”, afirmou.
Com ambiente propício para os negócios, o Estado do Rio deve receber, até o fim deste ano, investimentos de cerca de R$ 107 bilhões. Deste total, R$ 16 bilhões vão para a região do Leste Fluminense, que serão aplicados em diferentes projetos, onde se destacam a indústria naval e a implantação do complexo petroquímico.
“Todos somos apenas coadjuvantes, porque vocês, empresários, pela garra e visão de futuro, são os atores principais no processo de desenvolvimento econômico”, elogiou o superintendente regional do Sebrae no Leste Fluminense, Américo Diniz.
Além da inclusão de micros e pquenas empresas no setor, um outro assunto teve destaque: a capacitação de mão de obra. Bruno Mello, diretor-executivo da Brava Consulting, que realizou o evento junto com a Universo e Algar Telecom, afirmou que este tipo de problema é histórico no Brasil e que os empresários devem mudar alguns pensamentos.
“Infelizmente, a falta de capacitação da mão de obra é histórica no Brasil. As empresas ainda têm resistencia em buscar as instituições de ensino, achando que a teoria não constrói a prática. Isso é um erro. O Brasil precisa vencer esse desafio. A educação vai construir resultados positivos. Mas essa situação não é exclusiva do mercado de petróleo e gás, infelizmente. O meio acadêmico é um excelente meio para se desenvolver novas culturas, como a da importância de profissionais capacitados periodicamente”, ressalta Bruno.
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