24 de Maio de 2013

Recado da Professora
Enviado por Marlene Salgado de Oliveira 1/6/2012 02:49:20

Amor de mãe

Hoje é dia das mães. Nada mais justo do que dedicar um dia a esta mulher que tem o dom especial da doação, o dom de possuir um amor incondicional. È verdade. O amor de mãe é incondicional. Não há troca possível, não há barganha, não há negociação capaz de demover a proteção da mãe a seu filho. Não importa o que ele seja. Antes de qualquer classificação, é seu filho. É um amor que só sabe explicar e só o entende aquela que é mãe. Aquela que teve por nove meses seu filho no ventre e, com as lágrimas das dores mais benditas, ouviu, da voz do médico: - É uma menina ou é um menino. A partir daí, o mundo muda para antes e depois daquele sagrado dia em que a mulher se torna mãe. Todas as coisas e pessoas, inclusive ela própria, passam para o segundo plano.

Há um lindo texto de um autor desconhecido que vou transcrever aqui, porque, explicá-lo com outras palavras seria mutilá-lo já que ele é irretocável. Este dia merece a verdade poética contida no relato. Eis a história: Uma criança estava para vir ao mundo e, temerosa da sua futura aventura, buscou Deus e teve, com Ele, o seguinte diálogo:

Criança - Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?

Deus - Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.

Criança - Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?

Deus - Seu anjo cantará e sorrirá para você... a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.

Criança - Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?

Deus - Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.

Criança - E o que farei quando eu quiser Te falar?

Deus - Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.

Criança - Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?

Deus - Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.

Criança - Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.

Deus - Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você.

Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança apressada pediu, suavemente:

- Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, o nome do meu anjo.
E Deus respondeu: - Você chamará seu anjo... MÃE!

Eu disse que o texto era irretocável e é. Em seu cerne, traz uma grande verdade: mãe, um pássaro assustado quando algo de mal acontece à sua cria e uma leoa de uma fortaleza inimaginável, no momento de decidir o melhor para ela. Assim diz o poeta Mario Quintana: “Mãe... Palavra tão pequenina, / bem sabem os lábios meus, /que és do tamanho do Céu, / e apenas menor que Deus”.

Dedico este texto a minha Mãe e a todas as Mães do mundo.

A professora Marlene Salgado de Oliveira é mestre em Educação pela UFF, doutorada em Educação pela UNED (Espanha) e membro de diversas organizações nacionais e internacionais.

e-mail: [email protected]





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