11 de Fevereiro de 2012

Recado da Professora
Enviado por Marlene Salgado de Oliveira 10/9/2010 10:56:38

Votar para quê? Será que vale a pena?

Esta é uma pergunta que muitos brasileiros estão fazendo a si mesmos e que resolvemos usar hoje para nossa reflexão. Afinal o que é o voto? Que importância tem ele?

Todo o país está vivendo o período que antecede e prepara a escolha dos futuros governadores de estado, deputados estaduais, deputados federais, senadores e do futuro presidente da República.

Muitos, desencantados com a política brasileira, apontam para a corrupção como fator de descrença nos partidos políticos. Fazem críticas à classe política, dizendo que seus representantes já foram condenados por crimes graves – inclusive corrupção – e que não fazem jus ao cargo que ocupam.
No entanto, há dois pontos que eu gostaria de levantar aqui. O primeiro diz respeito ao fato de que estes políticos que hoje menosprezamos não se transformaram em representantes do povo, sozinhos. Não se tornaram governadores, deputados estaduais, senadores, presidentes da República por sua própria conta. Foram, sim, votados pelo povo e colocados lá, pelo povo.

Eis a primeira razão para não deixarmos de votar. Mas votar com consciência. Votar procurando saber em quem. Para isso, é preciso fundamentar o voto em perguntas e respostas: - Quem é? Fez o quê? Lutou por quais situações que beneficiaram a comunidade como um todo? Assim, não basta votar por votar, fazendo do voto um produto de compra e venda, amizades ou fama.

O segundo ponto que gostaria de levantar, é sobre o Projeto Ficha Limpa. Esta expressão - Ficha Limpa – aponta, com certeza, para a palavra esperança. Palavra que nos parece às vezes tão vazia, mas que demonstra ter, neste ato, toda a força de seu significado.

O Projeto Ficha Limpa foi aprovado depois de muita discussão no Congresso Nacional. Mas, o fator principal que nos enche de esperança é que ele foi fruto de uma iniciativa do povo, com mais de 1,5 milhões de assinaturas.

O principal ponto da lei é impedir a candidatura de políticos condenados pela Justiça em processos já concluídos. Mas, em processos ainda não concluídos, o político também será impedido de se candidatar, se ele já tiver sido condenado por uma decisão dada por um colegiado, ou seja, mais de um juiz. Com isso, não poderão concorrer às eleições pessoas que já tenham sido julgadas por crimes de corrupção - inclusive corrupção eleitoral -, abuso de poder econômico, homicídio, tráfico de drogas e crimes eleitorais. Se a pessoa cometeu crimes contra o meio ambiente, contra a saúde pública, contra a dignidade sexual e de trabalho escravo, entre outros, também fica impossibilitada de ser eleita.

Com essa iniciativa do povo, nosso futuro político deve melhorar. As listas de candidatos para nossas opções já estão filtradas. Alguma coisa já melhorou. O povo já começou a fazer sua escolha.
Afinal, votar para quê? Será que vale a pena?

Sim, vale a pena. Votar é um ato de democracia. Não importa se o candidato escolhido ganhe ou perca. O que importa é exercer o nosso poder de decisão. É garantir que a nossa vontade seja respeitada.
É hora da democracia mostrar sua força. É hora da cidadania entrar em ação. É hora de procurar saber sobre os projetos e as propostas que os vários candidatos defendem como alternativas para organizar a vida pública do nosso estado e do nosso país.





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