01 de Setembro de 2014

Geral
Enviado por Marcela Freitas 24/6/2013 22:32:37

Cadeias inauguradas em SG

O Governo do Estado, através do Grupo Executivo do Programa Delegacia Legal, órgão vinculado à Secretaria de Obras, inaugurou, na manhã de ontem, as cadeias públicas femininas Juíza Patrícia Lourival Acioli e Isap (inspetor penitenciário) Tiago Teles de Castro Domingues em Guaxindiba, São Gonçalo. Até julho, a unidade poderá receber as primeiras internas. As cadeias têm capacidade para 597 vagas cada uma.
De acordo com o secretário Geral do Estado, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, a unidade tem uma concepção diferente, onde terão apenas seis presos por cela. “Temos aqui uma arquitetura diferente e toda uma gestão na área de saúde. A partir de agora, ao ingressar no cárcere, as detentas virão para essa unidade onde realizarão vários exames médicos. Esse diagnóstico deve ser fechado, em 10 dias, e após esse período, ela poderá continuar aqui ou ser mandada para outra unidade prisional. Mas a ideia é que todas as presidiárias que estejam em Bangu sejam trazidas para cá. Apesar de não ter uma data programada, acredito que, na segunda quinzena de julho, as primeiras internas ingressem nessa unidade”, explicou.

O secretário de segurança de São Gonçalo, coronel Antonio Osvaldo da Silva, falou sobre a importância da educação para evitar o aumento da criminalidade. “Gostaríamos de inaugurar escolas ao invés de presídios. Se a sociedade educasse seus jovens, não precisaria estar castigando os homens”, afirmou.
Estas novas cadeias públicas terão áreas para atendimento médico, odontológico, ambulatorial e psicológico, com central de material esterilizado e posto de enfermagem. Também terão espaço próprio para sala de aula, cultos ecumênicos e outro para reciclagem de garrafas PET e quentinhas. Além disso, será instalada uma ampla área coberta para os visitantes, denominada espaço multiuso, com o objetivo de atender a demanda em dias de visita familiar.

“O Estado cumpriu a importante meta de esvaziar todas as carceragens de delegacias policiais do Estado do Rio de Janeiro, que foi considerada impossível de ser atingida há alguns anos atrás. Além de localização e condições adequadas, seguras e sem superlotação, o aspecto mais importante da retirada dos presos está no fato de liberar os policiais civis para se dedicarem, exclusivamente, às atividades de investigação criminal e melhorar o atendimento à população que vai à delegacia policial”, afirmou o coordenador.
 
 

Arte oriunda da penitenciária

Após a solenidade, os visitantes puderam apreciar exposição de quadros confeccionados por detentos. O professor e autor de algumas das obras, Manoel Oliveira, o Manoelzinho de Xerém, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio, mas hoje é funcionário da Secretaria de Administração Penitenciária. “Só com trabalho e religião se consegue deixar o crime”, ressaltou. 
 

Homenagem à juíza Acioli

Parentes da juíza Patrícia Acioli e de Tiago Teles estiveram na solenidade. O procurador José Luis Martins Domingues, pai de Tiago, agradeceu a homenagem. O ex-marido da juíza Patrícia Acioli, Wilson Maciel, disse que ela gostaria muito da homenagem se estivesse viva.
A juíza Patrícia Acioli foi executada, em agosto de 2011, na porta de casa, em Piratininga, Niterói, por policiais militares.
O inspetor penitenciário foi assassinado, há dois anos, por dois bandidos que o abordaram em semáforo na Tijuca, Rio. Os homens, após dispararem contra Tiago, levaram a arma dele. 





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