19 de Maio de 2012
Thaís Fersoza cresceu na televisão fazendo papéis que raramente se afastavam do perfil de boa moça. Mas na pele da Patrícia, de "Vidas em Jogo", a atriz está mostrando um lado até então desconhecido do público. Usando roupas curtas e cabelo louríssimo, Thaís interpreta sua personagem mais "sexy". Influenciada pelo atual momento, a atriz tem feito vários ensaios sensuais e foi eleita a mulher mais desejada e pedida pelos leitores da revista "Playboy". Mesmo sem confirmar se posará para a publicação masculina, Thaís comemora o fato de o público a ver como "mulherão": "Ficar loura foi essencial para eu entender quem era a Patrícia e desmistificou a imagem que tinham de mim. As pessoas enxergaram que cresci e que hoje sou uma mulher madura. A minha atitude e postura foram muito importantes para que isso acontecesse", opina.
O poder de sedução de Patrícia não é o único elemento novo com o qual a atriz está trabalhando. As ações pouco éticas da personagem também foram instigantes para Thaís. "A Patrícia já demonstrou ter valores invertidos e um quê de vilã em alguns momentos", avalia. O caráter duvidoso quase a tranformou em uma vilã do folhetim de Cristianne Fridman. Patrícia chegou a pensar em abortar ao descobrir que o bebê tinha altas chances de nascer com Síndrome de Down. Como o pai da criança, Francisco, vivido por Guilherme Berenguer, não concordava, ela usou o aborto como forma de chantagem para conseguir o que queria em diversas ocasiões. Com o tempo, a "riquinha" foi aceitando melhor a ideia de levar a gravidez adiante e adquiriu uma postura mais sensata e generosa com todos ao redor. Apesar disso, há a possibilidade de tudo não passar de fingimento. "Só vamos saber a real personalidade da Patrícia no final da novela. Mas, com certeza, a gravidez deu uma mudada na cabeça dela ", analisa a atriz, que conversou com médicos e mães de crianças com Síndrome de Down para entender a rejeição inicial de sua personagem.
P – A Patrícia já teve momentos de vilania e agora encara uma fase mais tranquila e até boazinha. Como é trabalhar com um papel que oscila tanto entre os dois perfis?
R – Eu sempre me surpreendo com a Patrícia. Ela é completamente diferente das outras personagens que fiz. Tanto em caráter e sensualidade como por ser tão dúbia. Nunca sei se ela está fingindo ou sendo sincera e é muito legal trabalhar com isso. A minha maior preocupação é humanizá-la. Não quero nada caricato. O texto da Cristianne Fridman também ajuda muito porque ela vai dando as ferramentas para a construção da personagem bem aos pouquinhos.
P - Você está prestes a completar 15 anos de carreira. Como avalia sua trajetória?
R – Eu começei aos 12 anos e as coisas foram acontecendo naturalmente. As personagens foram crescendo comigo e eu compreendo os sentimentos de cada uma. Nunca fui rebelde, mas pude sentir e viver isso através da Gisela, de "Estrela Guia", que tinha o cabelo laranja e outra mentalidade. Tenho muito orgulho do meu trabalho até agora. Mas eu ainda tenho de aprender muito. Há muitas coisas que ainda quero conquistar.
P – A Gisela foi seu papel mais marcante?
R – Todos os papéis marcam de uma forma ou de outra. Mas, com certeza, a Gisela foi a mais diferente porque tinha essa questão da rebeldia. A Érica, de "Esplendor", foi importante porque foi o primeiro personagem de época que fiz. Agora a Patrícia está sendo um divisor de águas para mim.
P – Quais são suas expectativas profissionais para 2012?
R – Ter novos projetos e fazer ainda mais coisas diferentes. O barato do ator é experimentar, brincar e mudar. Quero fazer muitas coisas, mas ainda não tenho nenhum projeto concreto. O ano de 2011 foi de muitas conquistas, então só posso pedir que 2012 seja de ainda mais trabalho e de muitas realizações.
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