01 de Agosto de 2014

Cultura
Enviado por Natália Palmeira (Pop Tevê) 30/1/2010 01:05:42

Marcella Rica fala sobre sua estreia na tevê

Aos 18 anos, Marcella Rica ainda carrega os exageros típicos da adolescência. "Super" e "mega" são palavras bastante comuns na boca da atriz. Com um tom de voz grave, fala alta e jeito espontâneo, ela abdica de suas características pessoais para dar vida à Luli, de "Cama de Gato".

Uma menina tímida, de fala mansa e que faz de tudo para passar despercebida marca a primeira personagem da atriz na televisão. Sua estreia, no entanto, deveria ter acontecido antes, em "Toma Lá, Dá Cá". A loura estava escalada para interpretar Isadora, filha de Miguel Falabella no seriado – mas, por uma mudança no perfil da personagem, foi substituída por Fernanda Souza.

A novela das seis, porém, não é o primeiro trabalho de Marcella na televisão. Em 2005, a atriz foi repórter-mirim do quadro "Aí, Se Liga!", do "Fantástico", por oito meses. "Durante esse tempo, eu tive um contato direto com a câmara. Com isso ganhei dinâmica para meu trabalho como atriz", avalia.

Na trama, Marcella interpreta uma adolescente introvertida, que vive conflitos comuns da idade, especialmente no quesito "amor". Luli é apaixonada pelo melhor amigo, Tarcísio, de Heslander Vieira, mas nunca teve coragem de expressar seus sentimentos por ele. Para complicar, o rapaz engata um namoro com uma amiga de Luli, vivida por Bianca Salgueiro.

O dilema fez a personagem deixar a timidez de lado para tentar conquistar o amado. "Eu sou muito diferente. Quando não conheço posso até ser tímida, mas depois passa", compara. São essas disparidades entre ator e personagem que mais instigam a atriz. "Sempre acho que estou fazendo um trabalho melhor quando construo um papel totalmente diferente de mim", explica.

Para compor o papel, a atriz buscou inspiração em algumas características da protagonista do filme norte-americano "Juno", interpretada por Ellen Page. O "jeitinho" intelectual de Juno e sua maneira de se vestir são pontos em comum entre as personagens. "A Luli discute sobre política e não se conforma com certas coisas que ela vê. Ela usa roupa xadrez, que é um estilo da Juno", compara.

Não é só no filme que Marcella busca aspectos para construir a personagem. Ela também observa os gestos e trejeitos que Heloísa Périssé utiliza para viver Taís, irmã de Luli na trama. "Faço isso porque elas são completamente diferentes e acho que as personagens têm de ter alguma coisa em comum", justifica.

O primeiro contato de Marcella com as artes cênicas se deu por acaso. Foi ao acompanhar uma amiga da escola a uma aula no Teatro Tablado que ela caiu de amores pela profissão. "Enlouqueci quando vi os exercícios e as meninas no palco. Insisti com meus pais para fazer teatro e me apaixonei", relembra. Para a atriz, o espaço era como uma "segunda casa". Tanto que, sempre que possível, arranjava um motivo para estar por lá, seja assistindo às peças ou, até mesmo, trabalhando em outras áreas. "Já pintei palco, trabalhei na cantina, já fiz de tudo só para não sair de lá. Contava os dias para que chegasse a minha aula", revela.

Com pouca experiência na tevê, Marcella está animada com os resultados de seu trabalho atual. Mesmo assim, ela ainda sente dificuldades em se adaptar ao novo veículo. "O maior problema é fazer o texto ser mais natural.

Na câmara não tem mentiras, então tenho de tentar fazer o mais verdadeiro possível", justifica ela, que faz questão de ressaltar que trabalhar em novela tem lá suas facilidades. Uma delas é o fato de que se o ator esquecer o texto, a cena pode ser gravada de novo.
 
Para a atriz, o teatro exige uma maior concentração. Por gostar tanto de atuar nos palcos, jamais imaginou que se renderia à televisão. "Antes eu dizia que televisão era enlatado, mas estou arrependida de ter falado isso. Estou amando gravar", admite.





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