19 de Maio de 2012

Carnaval
Enviado por Sérgio Soares 10/3/2011 18:02:28

Caixinha de surpresas

Os resultados do Carnaval, principalmente nos principais grupos, tem sido uma autêntica “caixinha” de surpresas. Boas para quem ganha e muito amargas aos derrotados. Mas longe da pista de desfiles e da agitação da batucada, há um fator, nos bastidores, que parece estar fazendo a direfença: as escolas consideradas “favoritas” têm dirigentes no comando das entidades representativas das agremiações. A Beija-Flor de Nilópolis é comandada por Anísio Abraão David, um dos “poderosos da Liesa". Na Renascer de Jacarepaguá, surprendente “azarão” e campeã do Grupo de Acesso, manda Antônio Salomão, um dos influentes diretores da Lesga.

Dois pesos e uma campeã
No caso da Beija-Flor, apesar do “cacife forte”, a disparidade não foi tão grande. A escola era uma das que tinham o consenso da imprensa especializada e do público, que a aplaudiu euforicamente. O “time” de criação e organização do Carnaval é comandado por Laíla, um dos mais compententes nomes do mundo do samba. Soma-se a isso o carisma do Rei. Mas atualmente, dentro do corpo de jurados do Grupo Especial, há uma tendência em considerar os desfile da Tijuca como um espetáculo de mágica e ilusionismo, colocando o samba em segundo plano.

Costas quentes
Mas como explicar a chuva de notas altas dadas à Renascer, que passou quase despercebida no sábado de Carnaval? Cubango, Império da Tijuca eram favoritas e Estácio e Viradouro corriam por fora, com poucas chances de vitória. Mas nesse caso, o que pode ter feito mesmo a diferença é o quesito “influência”, que não existe no regulamento, mas parece estar se fortalecendo a cada ano





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