23 de Fevereiro de 2012

Cultura
Enviado por Manu Moreira/PopTevê 27/1/2012 23:10:24

Própria para menores

Sophia Abrahão trabalha como atriz há apenas 4 anos. Neste tempo, ela, que tem 20 anos, fez 'Malhação', da Globo, estreou a peça 'Confissões de Adolescente', de Maria Mariana, participou do seriado infantojuvenil 'Bicicleta e Melancia', do Multishow, e hoje está no ar como a 'patricinha' Alice em 'Rebelde', da Record.

"Costumo brincar que não tenho mais opção 'teen' para fazer", garante. Na produção, escrita por Margareth Boury, sua personagem é a mais 'patricinha' do seis jovens protagonistas. Além disso, vive conflitos típicos da idade: paixão, problemas com o pai e dilemas estudantis. "A Alice foi amadurecendo com a trama. Ela está mais forte do que era. Eu também fico cada dia mais forte, mais independente e é isso que eu quero", compara.

P –  O público infantojuvenil é bem caloroso. Como você lida com o assédio?
R –  É um publico maravilhoso, que não tem medo de demonstrar o carinho, o afeto. Acaba que a  resposta que tenho é muito maior. É um público que comparece, fiel. Além disso, muito amoroso, caloroso demais. Acho isso maravilhoso. O meu termômetro são eles. E é fato que terei alguma resposta. Ser amada por eles é muito bom. Esse é o meu objetivo neste trabalho. Quero emocioná-los. Parece que estamos conseguindo. Mas o público de "Rebelde", pelo que tenho reparado, não é só formado por adolescentes e crianças. Nós, do elenco, costumamos brincar que vai de um extremo a outro mesmo. O assédio é de pessoas mais velhas também. Muitas vezes, a gente tira foto com uns marmanjos que não dá nem para acreditar que veem a novela.

P – Os seis "rebeldes" passaram por um processo intensivo de preparação e hoje gravam, fazem shows e ensaiam juntos. Como é a relação de vocês nos bastidores?
R – A novela se concentra muito nos seis. E temos diversos produtos diferentes. Por isso, viramos uma família. A gente vive um na casa do outro, saímos das gravações e vamos fazer coisas juntos. Fazemos quase tudo juntos. Convivo mais com eles que com os meus pais, com a minha família. A gente acabou dando muita sorte dessa reunião de pessoas dar certo. Conseguir harmonia em um grupo de 6 jovens é complicado. Ainda mais com essa convivência tão intensa. E, que fique claro, ela não é forçada só por causa do trabalho. Quando podemos escolher, também nos encontramos.

P – Se apresentar em shows e gravar um CD para "Rebelde" te fez cogitar uma carreira como cantora?
R – O meu foco está na atuação. Mas nunca se sabe. Pode ser que amanhã eu descubra que estar no palco como cantora é o que me deixa mais feliz. Por enquanto, meu objetivo está na novela. Mas tenho um violão, gosto muito de cantar. Inclusive, também cantava e tocava no palco com o "Confissões de Adolescente". A partir daí, comprei o meu violão. Tudo que é ligado à arte me chama atenção.

P – Você teme que a sua carreira fique segmentada apenas para o público infantojuvenil?
R – Meu maior sonho na carreira é que ela fique sólida. Acho que todo profissional quer ser reconhecido pelo seu trabalho e esforço. Tento sempre melhorar a minha atuação, aprender. E quero trabalhar até os 90 anos. Talvez isso me impeça de fazer algo desse gênero, mas acredito que a mudança será natural. Ela vai ser boa e virá com o meu amadurecimento também. Mas ainda tenho um tempinho para curtir o público "teen". Penso nisso daqui há 5 ou 6 anos.





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